| Fotografia de Toya Manchineri, Lábrea - AM. |
A luta das mulheres
pela conquista e reconhecimento de seus direitos, vem antes de cristo, mas no Dia
8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade
norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. A manifestação foi
reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica,
que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato
totalmente desumano.
No ano de 1910,
durante uma conferência na Dinamarca,
ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da
Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas
somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU.
Quanto as mulheres indígenas, também passaram a “desafiar” o modelo de
organização social de suas sociedades para se fazer presente no debate político
e organizacional de seus povos, comunidades e organizações indígenas. Trazer o
conhecimento das mulheres indígenas para fora de suas aldeias foi muito
importante, houve um novo formato de conduzir o processo, de maneira a
“privilegiar” todos os participantes na luta.
Nos dias atuais, os povos indígenas devem acolher mais o conhecimento
das mulheres em seus projetos, deve-se olhar de maneira diferente e especifico,
ou seja, valorizar todo conhecimento seja na questão política, no armazenamento
de sementes, no preparo da alimentação, no preparar e cuidado a terra, ou no
olhar político. Há uma nova era surgindo, onde todo conhecimento de nosso povo
será fundamental para manter nossas alianças e principalmente nossa identidade
como povos originários.
Nenhum comentário:
Postar um comentário